Do Alentejo para Hangzhou, Agritech Procura na China o Futuro da Agricultura

Do Alentejo para Hangzhou, Agritech Procura na China o Futuro da Agricultura

A agricultura portuguesa está a atravessar uma transformação profunda.

Do Alentejo à China, novas tecnologias estão a mudar a forma como se monitorizam culturas, se aplicam produtos e se gerem recursos agrícolas.

Foi precisamente com esse objetivo que a Agritech marcou presença em Hangzhou, na China, numa missão dedicada à inovação, à tecnologia e à procura de novas soluções para a agricultura portuguesa.

A milhares de quilómetros do Alentejo, a missão teve um propósito muito concreto, conhecer de perto aquilo que está a ser desenvolvido na vanguarda da tecnologia agrícola e perceber de que forma essas soluções podem ser aplicadas em Portugal.

Uma ponte entre o Alentejo e a China

Hangzhou é uma das cidades chinesas mais associadas à tecnologia, inovação e empreendedorismo.

Foi neste contexto que Luís Fonseca e  António Guerreiro Aleixo, do Grupo AgriTech, participaram numa missão empresarial dedicada à inovação tecnológica e à criação de novas pontes entre empresas portuguesas e chinesas.

A viagem não representa apenas uma visita comercial.

É também uma oportunidade para observar novas tecnologias, conhecer fabricantes, acompanhar demonstrações e avaliar soluções que possam, no futuro, responder às necessidades específicas da agricultura portuguesa.

Drones agrícolas e agricultura inteligente

Entre as áreas que despertam maior interesse estão os drones agrícolas e as tecnologias inteligentes aplicadas à agricultura.

Estas soluções estão a ganhar importância em diferentes mercados, permitindo melhorar a eficiência das operações, otimizar recursos e disponibilizar aos agricultores novas ferramentas de apoio à decisão.

A própria EAVISION apresenta atualmente uma gama de drones agrícolas orientada para diferentes aplicações, incluindo pulverização, distribuição de produtos e recolha de dados agrícolas.

A visita à EAVISION, empresa chinesa especializada em tecnologia e drones agrícolas, foi um dos momentos de destaque desta missão.

Mais do que conhecer equipamentos, o objetivo passa por compreender a tecnologia por detrás destas soluções e perceber como poderá ser adaptada às condições e culturas existentes em Portugal.

Conheça a tecnologia agrícola da EAVISION

A tecnologia tem de fazer sentido no campo

Para a Agritech, inovação não significa simplesmente trazer para Portugal a tecnologia mais recente.

O verdadeiro desafio está em perceber onde, quando e como essa tecnologia pode criar valor para o agricultor.

O Alentejo possui características muito próprias.

Grandes áreas agrícolas, olivais, vinhas, cereais, pomares e outras culturas exigem soluções capazes de trabalhar com eficiência em diferentes condições.

É precisamente essa realidade que torna importante conhecer o que está a acontecer noutros mercados.

A experiência internacional permite comparar tecnologias, analisar diferentes modelos de operação e identificar soluções que possam ser adaptadas à realidade agrícola portuguesa.

As raízes continuam no Alentejo

Apesar dos milhares de quilómetros que separam Hangzhou do Alentejo, a origem continua a estar presente.

É numa região profundamente ligada à agricultura que nasceu esta vontade de procurar novas formas de trabalhar a terra.

A modernização da agricultura não significa abandonar aquilo que foi construído ao longo de gerações.

Significa utilizar o conhecimento e a experiência de quem trabalha no campo e acrescentar novas ferramentas que permitam produzir de forma mais eficiente.

Drones, sensores, inteligência artificial e automatização são algumas das tecnologias que estão a ganhar espaço na agricultura moderna.

A questão passa agora por perceber como estas ferramentas podem ser integradas nas explorações portuguesas de forma prática e economicamente sustentável.

Conhecer, aprender e trazer conhecimento para Portugal

Existe uma ideia que resume bem o espírito desta missão:

“Para evoluir é preciso sair, conhecer, aprender e negociar.”

O objetivo é procurar pelo mundo as melhores soluções e trazer esse conhecimento para Portugal.

É esta mentalidade que está por detrás da Agritech.

Mais do que acompanhar tendências, queremos estar próximos de quem desenvolve as tecnologias que vão marcar a agricultura dos próximos anos.

Do Alentejo para o mundo, e do mundo para Portugal

A passagem pela China representa apenas mais uma etapa.

A intenção é continuar a conhecer outros mercados, fabricantes, tecnologias e diferentes modelos de agricultura.

Num setor onde a inovação acontece a uma velocidade cada vez maior, manter uma ligação direta aos centros internacionais de desenvolvimento tecnológico torna-se uma vantagem importante.

A missão passa também por criar relações que permitam aproximar empresas, conhecimento e tecnologia.

De um lado, o Alentejo, uma das regiões agrícolas mais importantes de Portugal.

Do outro, Hangzhou, uma cidade fortemente associada à tecnologia e inovação.

No meio, uma ponte construída através da colaboração, da aprendizagem e da vontade de encontrar novas soluções para a agricultura.

Uma agricultura portuguesa preparada para o futuro

A agricultura do futuro não será definida apenas por máquinas maiores ou equipamentos mais rápidos.

Será definida pela capacidade de produzir melhor, utilizar os recursos de forma mais eficiente e tomar decisões cada vez mais informadas.

É aqui que entram conceitos como agricultura de precisão, drones agrícolas, inteligência artificial, sensores e automatização.

A Agritech pretende continuar a acompanhar esta evolução e, sobretudo, aproximar estas tecnologias da realidade dos agricultores portugueses.

A missão é simples, mas ambiciosa:

contribuir para uma agricultura portuguesa mais moderna, eficiente, tecnológica e preparada para o futuro.

E essa missão começa no Alentejo, mas não tem fronteiras.


Agritech, tecnologia sem fronteiras

Esta viagem a Hangzhou representa mais um passo no percurso da Agritech.

Conhecer novas tecnologias, estabelecer relações internacionais e procurar soluções que possam beneficiar a agricultura portuguesa faz parte de uma visão de longo prazo.

Porque inovar na agricultura não significa esquecer as raízes.

Significa olhar para o mundo, aprender com o que está a ser feito e trazer esse conhecimento de volta para o campo.

Do Alentejo para Hangzhou. De Hangzhou para Portugal. E de Portugal para o mundo.